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14/10/2015 - Micro e pequenas empresas: sete dicas para evitar a falência
 

O aumento dos juros e as restrições de crédito levaram muitos empreendedores à instabilidade nos negócios. O CEO da Ejafac, consultoria paulista especializada em administração de crises empresariais, Elias Rocha Azevedo, listou algumas dicas para micros e pequenos empreendedores evitarem a falência. Vamos a elas:

1. Foco no empreendimento

É fundamental que os sócios estejam focados no negócio. Não basta a presença física. É preciso disciplina para avaliar os riscos. “Muitas empresas enfrentam dificuldades por terem atribuições de presidência ou diretoria delegadas a gerentes. Há casos em que a própria identidade da empresa é substituída por valores e interesses de terceiros”, aponta. Segundo ele, o empreendedor não precisa ser especialista em todas as áreas do negócio ou conhecer as legislações vigentes, mas deve ter noção do todo para poder questionar sobre problemas e discrepâncias. Para evitar os problemas financeiros, é recomendado acompanhar variações mensais das receitas e despesas mais relevantes, como impostos e folha de pagamento. E, é claro, analisar com lupa as despesas financeiras decorrentes de empréstimos, por exemplo.

2. Atenha-se à realidade

Em momentos de crise, muitos empreendedores passam apenas a analisar os dados positivos para o negócio, restringindo seu conhecimento da situação a informações que parecem favoráveis. “Relatórios gerenciais que contemplem todos os aspectos relevantes da operação devem ser feitos e cuidadosamente revisados.” Isso porque, pior do que não ter as informações, é tomar decisões com informações erradas. Importante: empreendedor não deve se deixar levar por eventuais vaidades que ter um negócio traz. Deve sim se preocupar com os níveis de endividamento de curto, médio e longo prazo.

3. Ouse certo

É comum o empresário buscar refúgio no otimismo e na esperança de dias melhores. Isso é muito importante, mas não funciona para a administração de dívidas. Renegociar o endividamento buscando melhores taxas e prazos é excelente, desde que a empresa cumpra com esta repactuação. A ousadia deve ser concentrada na busca por inovação, novos nichos de mercado e oportunidades, e não na tomada de recursos impagáveis.

4. Coloque a razão à frente da emoção

Para que o negócio dê certo, é preciso agir com a razão. Analisar friamente os resultados obtidos e ser cauteloso nas decisões de investimentos futuros, que podem representar o sucesso, mas também a ruína. É comum situações em que os laços afetivos dos sócios com os negócios impedem que se vejam os problemas. Investimentos que extrapolem a capacidade financeira da empresa, ou com prazos de retorno são morosos e custosos, devem ser evitados, segundo Azevedo.

5. Se não vai ouvir, não gaste

Buscar conselhos de pessoas independentes e imparciais pode ser proveitoso. Advogados, contadores, o Sebrae ou consultorias especializadas são algumas alternativas. Mas o empresário não pode gastar com isso se não estiver interessado em, de fato, ouvir o que têm a dizer. É fundamental estar aberto a opiniões contrárias, e avaliar críticas e sugestões com humildade: muita gente pode te ajudar se você souber ouvir.

6. Separe a pessoa física da jurídica

É comum que o padrão de vida do empreendedor cresça à medida que a empresa cresce. O contrário é mais difícil de acontecer. Altas retiradas em períodos de crise afetam o caixa da empresa, além de aumentar o endividamento e a capacidade de geração de receitas. Os cortes de custo podem, muitas vezes, começar no ambiente doméstico.

7. Reconheça quando é melhor parar

Nem sempre é possível salvar uma empresa da falência. O empresário pode ter perdido o timing do pedido de socorro, o negócio pode ter se tornado ruim em termos de rentabilidade e de mercado, ou os sócios podem não ter o perfil necessário diante das atuais exigências do mercado. É preciso buscar ajuda e, se for o caso, saber parar. É comum ver empresários queimando patrimônio para tentar salvar um negócio sem que o real problema seja diagnosticado, às vezes perdendo oportunidades para vender a empresa ou encerrar atividades para não ampliar as dívidas. A recuperação judicial pode ser uma alternativa, desde que o processo seja orientado por profissionais com expertise nisso e baseado na remodelação do negócio sob premissas factíveis. A palavra é, neste caso, planejamento.

Fonte: Geração E | Jornal do Comércio

 
 
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